O deputado Julio Portillo, integrante da oposição, foi morto durante um atentado a tiros que também vitimou três policiais na região leste da Guatemala. O episódio ocorreu em uma área conhecida pela atuação de organizações ligadas ao narcotráfico. A morte do parlamentar foi confirmada por fontes médicas e pelo Congresso guatemalteco.
O ataque foi registrado na última sexta-feira (06), no departamento de Zacapa, território apontado como área de influência do cartel da família Lorenzana, grupo associado ao cartel mexicano de Sinaloa. Até o momento, as circunstâncias e a motivação do crime não foram esclarecidas.
Região já havia registrado confronto
A região onde ocorreu o atentado já havia registrado episódios de violência recentemente. Há pouco mais de um mês, disputas entre grupos envolvidos com o tráfico de drogas deixaram oito pessoas mortas, conforme dados divulgados pelas autoridades locais.
Após ser baleado, Julio Portillo foi levado a um hospital público da região, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. O diretor da unidade de saúde de Zacapa, Luis Nájera, confirmou a jornalistas que o deputado morreu em decorrência dos disparos de arma de fogo.
Governo confirma morte de três policiais
O Ministério do Governo da Guatemala confirmou que os outros três mortos no atentado eram integrantes da Polícia Nacional Civil. Segundo a pasta, os agentes tentaram reagir à ação criminosa, descrita pelas autoridades como uma ofensiva direcionada contra o deputado. Os autores dos disparos ainda não foram identificados.
Neste sábado (7), o presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, condenou publicamente o episódio e determinou que as forças de segurança atuem em conjunto com o Ministério Público nas investigações. O objetivo é esclarecer as circunstâncias do ataque e localizar os responsáveis.
Julio Portillo tinha 35 anos e era filiado ao partido Cabal, legenda de oposição ao Movimento Semilla, sigla pela qual Arévalo chegou à Presidência do país.






